sábado, 3 de março de 2012

What If

E se?
E se eu te ver de novo? Depois de tanto tempo,será isso possível? Tnto pensar que não,mas não consigo. Acabo dizendo pra mim mesma que tudo vai dar certo,mesmo não querendo. Imagino indo em sua direção,de deiversas formas. Passando perto da sua casa....você ainda mora na mesma casa? Na mesma esquina,uma antes da escola. Como será que está sua irmã? Quantos anos tem ela hoje....eu não faço ideia. Só sei que ela é alguns anos mais nova que nós. Costumava conversar com ela pela manhã,no período integral. Você lembra? Éramos você,eu,e mais alguns colegas...nao lembro quais eram. Era era baixinha,com cabelos pretos e cacheados...seu nome é Débora.
E por falar no período integral,me lembrei de uma coisa. Uma coisa bem engraçada,até. Mas na hora,nao achei. De qualquer forma,foi um momento só nosso. Estávamos nós,escrevendo/desenhando no quadro negro,nao me lembro o quê,e por alguma razão,você sujou o meu olho direito com giz....ou eu,sei lá. Só me lembro de você me levando até a pia do refeitório da escola e molhando o meu olho com água. Tão fofo.
Eu sei,é estúpido pensar assim...quando se tem 9 anos de idade,não se pensa em amor. Principalmente os meninos. Eles só pensam em brincar,jogar futebol. Todos são só seus amigos,nada mais. E ainda tem toda aquela história que as meninas amadurecem mais cedo do que os meninos (o que é bem verdade).
E a principal pergunta: como você está? Mudou muito? a ultima vez que te vi,também tinha 9 anos. Foi no ultimo dia de aula. Eu vestia um vestido vermelho e branco e usava maria - chiquinhas (''look'' que se tornou quase um hábito por aqueles dias,diga-se de passagem). Penso também na sua reação,ao me ver. Talvez nem se lembre de mim. Não,risca isso. Você não vai se lembrar. Tenho certeza. Porque eu não fui tão importante pra voce quanto você foi pra mim. Eu fui só uma das garotas que estudaram com você desde a pré - escola até a terceira série.
Mas eu me lembraria. Saiba que eu me lembraria de você. Ao ouvir seu nome,olhar fundo naqueles olhos castanhos. Mas,ao mesmo tempo que sei disso,tenho medo. Medo de te ver de novo. Porque,se te ver de novo,não sei qual será minha reação. Se irei sorrir,chorar,desmaiar...não sei. As vezes,quando vou pra minha cidade natal,me pego procurando por você - ou por alguém que seja parecido com voce,pelo menos - . Mas é inútil. É inútil pensar que será fácil assim. Ou que você me amava. Ou que esboçaria alegria se me visse. Porque é mentira,é pura enganação.
É é exatamente por isso que preciso te esquecer. Meu amor por você não me faz bem. Me corta por dentro,deixando cicatrizes profundas,difícil de ser curadas. Elas doem até hoje. Me fazem sonha com um ''e se?'',com seu sorriso,com voce por inteiro. E por mais que eu tente,eu não consigo. Vivo de apaixonites de 24h por sua causa. A culpa do meu sofrimento é sua. É egoísta de minha parte pensar assim. Talvez colocar a culpa em você seja a minha válvula de escape para não sofrer tanto.
E você não sabe. Não sabe do quanto eu te amo,do quanto eu preciso de você. Mais do que ar pra respirar. Mais que qualquer coisa. E nunca vai saber. Não faço ideia se alguém te contou,depois que fui embora. E se soube,qual reação demonstrou. O fato é que se ainda não sabe,nunca vai saber.
O tempo vai tratar de curar meu sofrimento. Um dia eu ainda vou olhar pra voce sem sentir borboletas no estômago,sem que minhas mãos suem e que eu sinta falta de ar. Talvez não voltemos a ser amigos,talvez sejamos apenas conhecidos pro resto da vida. Mas eu me contento. Porque melhor isso,do que nada.

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